Eu olhei. Pé-ante-pé percebi que Gabe me seguia. Ignorei. Continuei a ir. Gabe que se fodesse. Ele ia se arrepender quando chegasse.
A porta era bastante bem-feita. Com certeza era obra de Carlos. Aquele homem era ótimo com trabalhos manuais. Sim, manuais. Ele fizera a porta com as mãos.
Entrei, admirando a porta nova de Carlos. Gabe ainda me seguia. "Ah, coitado", pensei. Dali ele não sairia vivo.
- Olá Pete - disse Félix, ao me ver passar. - Trouxe comida?
- Não. Gabe me seguiu - respondi e ouvi o sobressalto de Gabe.
Félix, ao ver comida, aproximou-se, nobremente. Ele levantou o garoto e o rasgou ao meio. Deixou o sangue do garoto escorrer para dentro de um recipiente que, quando se encheu, foi posto no meio da mesa.
- Sirvam-se - disse Félix e os 10 vampiros que lá estavam empurraram suas taças para dentro do recipiente a fim de enchê-las. E beberam. Menos eu. Eu já estava satisfeito.
Ao terminar, todos retiraram-se para seus quartos, para se ocupar. A noite seria longa.
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