Não demorou muito para nós nos acostumarmos à rotina. Félix e eu, irmãos unidos pelo destino, vivíamos bem junto aos novos companheiros de clã. Não nos víamos muito, era verdade, mas quando isso acontecia era divertido, pois caçávamos nos nossos encontros.
Era uma vida boa, como já citei.
Certo dia, porém, Félix esbarrou e irritou um vampiro dono do Clã XXI, um ex-aliado de Lúcio. Lúcio tinha sido uma espécie de mutante que conseguiu viver sob a vida de vampiro e bruxo, inimigos naturais; Lúcio, porém, fez atrocidades e sumiu, e dizem que o seu próprio corpo o matou. "Yin Yang".
Bem, o vampiro Líder resolveu brigar com Félix, que era cabeça-quente-dura, que brigou com prazer.
Não sei detalhes, mas sei que Félix o matou.
Félix, portanto, conquistou, sem querer, a Herança da liderança do Clã XXI. Fato é q
A Escolha dos Três
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
A Escolha dos Três - Capítulo 1
Meu nome é Peter Stewart.Sou professor da universidade UniRio. Sou professor de letras e língua estrangeira. Nasci na Pensilvânia, berço dos Vampiros, por grande ironia do destino. Conheci Félix na França, aonde fiquei por uma semana. Ele morava lá e me ajudou a viver, durante o tempo em que fiquei naquele país tão estranho para mim. Resolvi vir para o Brasil e Félix resolveu acompanhar-me. Não hesitei em levá-lo junto a mim, mas avisei que não sabia nada de português. Ele retrucou dizendo que arranhava no idioma. Instalamo-nos no Brasil sem imaginar como seria difícil caçar por aqui. Nunca pensei que a comida seria escassa como era. Resolvemos, então, sair do noroeste e ir para o sudeste, nas cidades-grandes. Viemos para o Rio por acaso, e fixamos morada por aqui mesmo.
Não demorou muito para que os vampiros nativos viessem nos procurar, curiosamente. Carlos, James, Fernando e Franklin, do Clã V. Unimo-nos à eles por falta de opção; a sede apertava e não tinha como não ser visto numa cidade-grande. Arrumei emprego e fixei morada, de modo que ninguém pudesse desconfiar de alguma coisa. Félix demorou para se adaptar ao ritmo brasileiro, então quis voltar para a França. Aconselhei-lhe a manter-se aqui, já que conseguimos uma vida estável. Ele concordou, com relutância. Félix era um cabeça-dura.
Todos nós caçávamos regularmente presas fáceis, como, por exemplo, alunos da Universidade (como Gabe, no Prólogo) e nos reuníamos em uma casa, em Campo Grande - à despeito do fato de eu e Félix morarmos na Barra, Carlos morar em Copacabana, James na Tijuca, Fernando em Santa Cruz e Franklin em Bangu - por perto do West Shopping.
Seria uma vida confortável se não viesse nada pela frente...
Prólogo
Eu olhei. Pé-ante-pé percebi que Gabe me seguia. Ignorei. Continuei a ir. Gabe que se fodesse. Ele ia se arrepender quando chegasse.
A porta era bastante bem-feita. Com certeza era obra de Carlos. Aquele homem era ótimo com trabalhos manuais. Sim, manuais. Ele fizera a porta com as mãos.
Entrei, admirando a porta nova de Carlos. Gabe ainda me seguia. "Ah, coitado", pensei. Dali ele não sairia vivo.
- Olá Pete - disse Félix, ao me ver passar. - Trouxe comida?
- Não. Gabe me seguiu - respondi e ouvi o sobressalto de Gabe.
Félix, ao ver comida, aproximou-se, nobremente. Ele levantou o garoto e o rasgou ao meio. Deixou o sangue do garoto escorrer para dentro de um recipiente que, quando se encheu, foi posto no meio da mesa.
- Sirvam-se - disse Félix e os 10 vampiros que lá estavam empurraram suas taças para dentro do recipiente a fim de enchê-las. E beberam. Menos eu. Eu já estava satisfeito.
Ao terminar, todos retiraram-se para seus quartos, para se ocupar. A noite seria longa.
A porta era bastante bem-feita. Com certeza era obra de Carlos. Aquele homem era ótimo com trabalhos manuais. Sim, manuais. Ele fizera a porta com as mãos.
Entrei, admirando a porta nova de Carlos. Gabe ainda me seguia. "Ah, coitado", pensei. Dali ele não sairia vivo.
- Olá Pete - disse Félix, ao me ver passar. - Trouxe comida?
- Não. Gabe me seguiu - respondi e ouvi o sobressalto de Gabe.
Félix, ao ver comida, aproximou-se, nobremente. Ele levantou o garoto e o rasgou ao meio. Deixou o sangue do garoto escorrer para dentro de um recipiente que, quando se encheu, foi posto no meio da mesa.
- Sirvam-se - disse Félix e os 10 vampiros que lá estavam empurraram suas taças para dentro do recipiente a fim de enchê-las. E beberam. Menos eu. Eu já estava satisfeito.
Ao terminar, todos retiraram-se para seus quartos, para se ocupar. A noite seria longa.
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